Capelania Empresarial

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O Discurso Corporativo é contraditório

A pesquisadora Betânia Tenure diz que, na prática, muitas empresas não valorizam seus executivos.

Em depoimento a Época NEGÓCIOS, a psicóloga Betânia Tanure discorre sobre o levantamento que consumiu dois anos de trabalho e será transformado em livro.

O que motivou o estudo

"Em meados dos anos 90, comecei a perceber uma certa angústia entre os líderes empresariais. Alguns executivos mais próximos relataram experiências negativas que vivenciaram no trabalho. Notei um enorme desconforto principalmente entre aqueles que detinham poder. Estava claro que algo negativo se desenrolava com grande força. Os homens do topo estavam trabalhando demais, distanciavam-se da família, sentiam-se compelidos a competir de forma agressiva no próprio ambiente profissional em que se inseriam. Resolvi investigar, incitando-os falar mais."

A pesquisa

"Apliquei uma escala de 1 a 7 para definir o que chamei de índice Global de Satisfação dos profissionais com o trabalho e com a vida pessoal, variando de extremamente insatisfeito' até 'extremamente satisfeito'. Entre as variáveis analisadas na vida profissional, incluí relação com os pares, chefes e subordinados, níveis de cobrança por resultado e sistemas de recompensa, entre outros fatores. No campo pessoal, pesquisei a relação com os filhos, familiares e parceiros amorosos, qualidade da alimentação e saúde, entre outros aspectos. Também apliquei uma escala de 1 a 7 para definir o índice Global de Sensações e Atitudes, variando de 'nunca até 'sempre'. Nesse caso, os executivos foram questionados sobre a incidência de ansiedade,dor de cabeça, fadiga, insônia, desanimo, diminuição do interesse sexual e consumo de bebidas alcoólicas, entre outras"

Prazer e infelicidade

"Eu e minha equipe chegamos ao percentual de 84°% de executivos infelizes no trabalho depois de cruzar os dados e considerar a predominância de respostas negativas, ou seja, aquelas em que eles revelaram altos índices de insatisfação com a vida que levam no escritório. Entretanto, é impossível não admitir que os líderes têm muitos prazeres no mundo corporativo. Eles amam o que fazem. Mas há imensos conflitos também. O problema central é que colocam um véu na frente e se recusam a olhar para as infelicidades. Muitos dizem que, se tirarem o véu, enlouquecem. Até que chega alguém e diz para tirar a cortina. É por isso que alguns executivos choraram nas entrevistas. A máscara é muito grande."

As causas da tristeza

"São diversos os fatores que levaram à infelicidade. A questão do aumento da competição é um turning point na história do mundo corporativo brasileiro.

A competição está crescendo de forma brutal. Os executivos encontram estruturas cada vez mais enxutas, nas quais os bons cargos são cada vez mais escassos. Portanto, só a alguns eleitos está reservado o Olimpo do poder - e todos querem desfrutá-lo. Essa disputa aumenta a desconfiança. Quem consegue ser feliz num ambiente em que se espera ser traído a qualquer momento? A globalização também provocou grandes impactos. Hoje, o sujeito tem um chefe nos Estados Unidos, outro na China, que muitas vezes pedem coisas diferentes. Ele tem de prestar contas a inúmeras pessoas - a qualquer hora do dia,inclusive de madrugada, graças ao fuso horário. Trabalha-se cada vez mais e sob brutal tensão."

A situação das executivas

As mulheres enfrentam um quadro dramático.  Como ter filhos e subir na carreira? Os avanços feministas pouco chegaram aos escritórios

"Todo mundo fala em oportunidades iguais, mas isso não existe. Quanto mais elevado o nível hierárquico, menos mulheres se encontra. É óbvio que a situação hoje é melhor do que há 20 anos. Mas difere muito da dos homens. Não consigo vislumbrar, nos próximos anos, uma proporção equilibrada entre os sexos. Há um momento na vida da mulher, chamado maternidade, que é dramático. A maioria delas decide desacelerar a carreira. Com os homens, ocorre o oposto."

Freud, o cerceamento da espontaneidade natura! impede a civilização de ser feliz. "O homem primitivo estava em situação vantajosa por não conhecer restrições ao instinto", escreveu em um de seus clássicos, O Mal-estar na Civilização.

"O homem civilizado trocou uma parcela das suas possibilidades de felicidade por uma parcela de segurança." Para o psicólogo americano Jonathan Haidt, professor da Universidade de Virgínia e autor do best-seller The Happiness Hyphotesis ("A hipótese de felicidade"), o segredo está justamente na confluência entre o bem-estar material e o espiritual. Segundo ele, é preciso fazer parte de algo, ter um propósito (nem que seja subir na carreira), mas ao mesmo tempo olhar para dentro de si e para as pessoas em tomo.

Lares desfeitos

Um dos principais fatores que conduzem á infelicidade, como constatou Betânia Tanure em seu estudo, é justamente a impossibilidade de os executivos, diante do que as empresas exigem deles.viverem um relacionamento intenso com a família. Não é só para dentro de si que eles não conseguem olhar, mas, em especial, para os que vivem próximos. Eis um campo minado por ressentimentos, faltas e, sobretudo, culpas."O trabalho é hoje o lugar da admiração,enquanto a casa está se transformando no espaço da culpa e da divida", diz a também psicóloga Vicky Block, conselheira de executivos. Enquanto no escritório a persona profissional brilha e é invejada por seus pares, no lar a situação revela-se diametralmente oposta. É onde o profissional sofre pressões por não dar suficiente atenção ao cônjuge, não ajudar na lição de casa dos filhos ou ausentar-se de uma reunião de pais, ou por não cumprir a eterna promessa de viagem com a família. "Quando você entra no local de trabalho, sabe exatamente o que tem de fazer, é algo quase matemático",diz Afonso Celso de Barros Santos, presidente da locadora Avis do Brasil. "No âmbito emocional é que vem o desgaste, a dificuldade de perceber-se está ou não fazendo a coisa certa." Barros diz que se angustia por ficar pouco com os filhos. “Temo que a dedicação limitada ás crianças possa ter um impacto negativo no futuro deles”. O dilema é complexo. A maioria dos executivos sabe que precisa reservar um tempo maior para a família, mas nem ele tampouco os parentes próximos admitem dispensar os bens materiais conquistados graças ao alto cargo bonificado. "Se eu diminuir o ritmo e ganhar menos, sei que a minha família irá chiar", foi a resposta mais freqüente quando Betânia questionou seus entrevistados sobre a hipótese de reduzir sua jornada. Para a psicóloga Vicky, essa aparente contradição faz parte do que ela chama de "gestão de paradoxos" que os profissionais do topo devem administrar. A maioria dos executivos sente-se impotente diante dessa situação. Em geral, culpam-se por não ver os filhos crescerem, recebem enorme pressão vinda dos familiares e obviamente sofrem com isso - mas não conseguem mudar esse estado de coisas. Um dos casos relatados no estudo diz respeito a um executivo que, ao chegar em casa, deparou com a mulher de malas feitas e os filhos dentro do carro, prontos para abandonar o lar. Esses mesmos paradoxos são replicados nas empresas que investem no discurso da qualidade de vida, mas que, na prática diária, se convertem em miragem."Já dei inúmeras entrevistas exaltando a maneira como minha corporação preza o bem-estar dos funcionários, mas o que não contei é que minha vida pessoal estava destruída justamente pela quantidade absurda de trabalho", disse um ex-diretor de uma grande empresa do setor de telecomunicações, divorciado recentemente devido aos serões de madrugada no escritório. O estudo traz outra constatação inquietante que demonstra como o trabalho assumiu no mundo contemporâneo proporções grandiosas. Ao ser questionados sobre o evento negativo mais marcante em suas vidas, 39% referiam-se á morte na família. Outros 35% disseram que as brigas com os chefes foram os eventos mais significativos. Conclusão que causa perplexidade: há um empate técnico entre o estresse gerado pela perda de um familiar c rotineiros conflitos com a chefia.

No teatro corporativo há a "síndrome de Alexandre" numa referência ao imperador Alexandre, o grande, tido como imbatível.

Elas sofrem mais

As mulheres enfrentam um quadro ainda mais dramático. Embora o movimento feminista que desabrochou nas décadas de 60 e 70 tenha proporcionado imensos avanços na vida profissional das mulheres,elas ainda deparam com uma questão que parece insolúvel. Como ter filhos e subir na carreira? A resposta está longe de uma definição. De acordo com o levantamento. 40% das executivas bem-sucedidas no trabalho não têm filhos, ante apenas 19% dos homens. Nada a espantar: o homem ainda é considerado o provedor da casa. "O problema é  que  o  relógio  biológico  das  mulheres  corre  muito rapidamente" afirma Betânia. "Muitas das entrevistadas disseram que preferiram deixar a maternidade para depois, mas acabaram por descobrir que o depois ficou longe demais." Os primeiros anos de ascensão na carreira são exatamente os mais apropriados biologicamente para a maternidade. Estudos científicos apontam que, após os 35 anos, a fertilidade da mulher diminui. A executiva sem filho e que tem entre 35 e 40 anos (a idade em que assumem posições de liderança), sente-se pressionada pelo curto tempo que resta para a maternidade e pelo aumento da demanda no trabalho. A escolha, qualquer que seja, é difícil e dolorosa, pela sensação de que um dos dois lados será preterido e jamais recuperado.

As altas executivas também têm mais dificuldade para encontrar um parceiro. Da amostra, 35% das entrevistadas não são casadas ou não têm namorado, ante uma proporção de apenas 14% dos colegas. Portanto, há quase três vezes mais mulheres sem parceiro do que de executivos. É uma tendência mundial. A economista americana Sylvia Hewlett, professora da Universidade de Columbia, realizou uma pesquisa com o objetivo de explorar a vida profissional e privada de mulheres bem remuneradas e com elevado nível de instrução. Descobriu que, quanto mais bem-sucedido for o homem, maior a probabilidade de casar e ter filhos. As mulheres enfrentam cenário oposto. Nos Estados Unidos, considerando pessoas na faixa entre 35 e 40 anos, há um homem solteiro para cada três mulheres na mesma condição. "A falta de tempo da executiva para o cultivo de uma relação afetiva não é bem aceita pelos homens", diz Betânia. O que esses dados indicam é que as mulheres ainda operam como apoio á carreira masculina, enquanto a premissa oposta não é verdadeira. Para elas, não há problema em abdicar da vida profissional em prol do parceiro. Para eles, trata-se de um disparate.

A exemplo do que ocorre no exterior, onde estudos similares recebem fundos privados, o mergulho de dois anos no mundo corporativo no Brasil só foi possível porque contou com o apoio de uma empresa privada - o banco ABN Amro Real. Em agosto próximo, o estudo vai se transformar em um livro, intitulado Sucesso e (In)Felicidade a ser editado pela Campus/Elsevier. Um dos capítulos mais amargos é o que trata da solidão do poder, fator dos que mais contribuem para entristecer os presidentes. Em ambientes profissionais contaminados pela competição desenfreada, o grau de confiança - mesmo entre os membros de uma mesma equipe - tende a ser escasso. Não foram poucos os altos executivos que disseram aos pesquisadores aguardar, a qualquer momento, uma metafórica facada pelas costas. Na impossibilidade de compartilhar suas angústias, o líder tende a se isolar. "Esse comportamento se deve provavelmente ao fato de que os presidentes são treinados para não demonstrar fraquezas, como se pudessem suportar o tranco sozinhos", diz Betânia. Nesse teatro corporativo.é comum observar o que é chamado no estudo de "síndrome de Alexandre", referência ao imperador macedônio conhecido por suas conquistas espetaculares. Nestes tempos, a síndrome traduz a necessidade pessoal compulsiva de obter uma seqüência interminável de conquistas. Aparentemente invencível, Alexandre,o Grande, morreu aos 32 anos, em conseqüência deferimentos de guerra. Os executivos brasileiros também carregam inúmeros ferimentos das batalhas corporativas, vencidas ou não. O principal deles é a infelicidade.

Mihály Csíkszentmihályi

É possível alcançara felicidade perene? O psicólogo Mihály Csíkszentmihályi, professor da Claremont University, diz que sim. Mas, para isso, é preciso atitude. Um caminho é domar a ambição, casar habilidades com interesses e se dedicar mais ao que você realmente gosta. Simples assim.

Um número crescente de executivos aprende a pronunciar o nome do psicólogo Mihály Csikszentmihályi. Filho de húngaros, nascido na Itália e radicado nos Estados Unidos, ele é uma das autoridades mundiais na pesquisa da "psicologia positiva", corrente que estuda qualidades humanas, como otimismo, criatividade, motivação interna e responsabilidade, e faz sucesso em grandes empresas, como HP e Merryl-Lynch. Nesta entrevista, concedida por telefone de seu escritório na Claremont Graduate University - onde dá aulas na Drucker Schoole dirige o Centro de Pesquisa de Qualidade de Vida -, o psicólogo conta como os executivos podem buscar uma felicidade perene. Em tempo: a pronúncia de seu sobrenome é txic-zent-mirráii.

Pergunta: Uma característica comum a quase todos os executivos é a ambição. Ela contribui para o aumento do estresse?

Resposta: Sim. Na nossa sociedade, se você pergunta ás pessoas quanto elas gostariam de ganhar para se sentir felizes, todas respondem que gostariam de ganhar de 30% a 50% mais do que ganham. Não importa se recebem US$ 20 mil ou US$ 200 mil por ano, elas sempre querem mais. Existem algumas pesquisas que mostram claramente essa escalada nas expectativas. E quanto mais elevado é o salário ou o cargo, além da autoridade, a competição se torna cada vez maior, porque há o anseio de seguir adiante, subir sempre mais alto. E, quanto mais alto um executivo está, menos ar ele tem para respirar. Existem menos oportunidades. Esse tipo de ambição, de sempre querer melhorar a sua situação, pode levar a um colapso nervoso. A questão é: quanto de ambição é bom? Ninguém sabe a resposta.

Mas nas empresas, com freqüência, os mais ambiciosos são os mais valorizados. Porém, ao fazer isso, as empresas estão preparando as pessoas para se tornar cada vez mais estressadas.

Pergunta: Isso é bom para a companhia?

Resposta: Talvez. Sucede que executivos muito estressados têm suas habilidades reduzidas.

Pergunta: Há alternativa para esse cenário?

Resposta: A mudança pode vir de hierarquias mais horizontais, nas quais o trabalho seja distribuído de maneira mais homogênea, aliviando o estresse dos executivos. Algumas organizações parecem conseguir distribuir melhor a autoridade e sobreviver bem no mercado. A hierarquia mais horizontal mostra ao funcionário que ele pode seguir adiante, mas sem precisar sertão competitivo. Ele não vai ter de lutar para ser o vice-presidente de operações da companhia inteira, porque não haverá esse cargo. Existem empresas bem-sucedidas que não precisam desse trabalho tão estressante. Se a companhia é realmente inovadora e flexível em suas operações, ela pode ser bem-sucedida sem ter de arruinara vida de seus executivos.

Pergunta: O senhor poderia citar um exemplo?

Resposta: A Patagônia (fabricante de roupas e artigos esportivos baseada em Ventura na Califórnia). Mas há outras, como a empresa de investimentos Edward Jones, o Gallup e muitas mais. Na Patagônia, você entra no hall da sede e vê várias pranchas de surfe apoiadas na parede. Todos os funcionários que gostam de surfar levam suas pranchas e um sino começa a tocar no prédio quando as ondas na praia próxima ultrapassam 1 metro. Todos podem pegar sua prancha e ir para a praia. Ninguém diz "não, não, estamos muito ocupados". Você simplesmente sai, pega suas ondas e, depois, volta para trabalhar um pouco mais. Os executivos usam sandálias e camisetas. Há uma atmosfera distendida e, ao mesmo tempo, um trabalho executado de maneira eficiente e focada. Esse tipo de situação de trabalho está se tornando cada vez mais comum - e espero que se torne o padrão.

Pergunta: Enquanto o ambiente corporativo não muda, o que os executivos podem fazer para ficar menos estressados e ter uma vida melhor?

Resposta: É fundamental que a pessoa encontre um trabalho que goste de fazer, que case com suas habilidades e seus interesses, para não ficar envolvido com coisas de que não gosta. Esse é o primeiro passo. Também é desejável ter a escolha de trabalhar numa empresa gerida da maneira que você gosta.

Pergunta: E quem não conseguir um cargo assim?

Resposta: Pode-se falar com o superior ou com colegas, de modo a engajá-los numa discussão civilizada de como está a situação e o que pode ser feito para melhorá-la. É possível fazer isso. As pessoas é que têm medo de tomar a iniciativa. Ou estão tão irritadas que não se comunicam.

Pergunta: E, fora do escritório, o que altos profissionais podem fazer para melhorar o bem-estar?

Resposta: Um executivo deve tentar descobrir as coisas de que realmente gosta e as que o deixam deprimido ou estressado. Ao final do dia, pode anotar num diário tudo o que fez e dar notas a cada coisa. É incrível como, depois de uma semana fazendo isso.se encontram padrões, é possível identificar onde há perda de tempo, perda de energia. A partir dai, deve-se tentar se dedicar mais ao que se gosta e menos ao que não se gosta. A maioria das pessoas não faz essa avaliação e acha que tudo faz parte da vida, que é inevitável. Qual a importância de atividades não vinculadas ao trabalho? Próximos do topo ou da aposentadoria, muitos se sentem desiludidos, devastados. Então, é crucial ter duas ou três paixões, atividades como música, filosofia, viagens, ou simplesmente ajudar outras pessoas.

Pergunta: Que autores trazem boas reflexões sobre felicidade?

Resposta: Fui muito influenciado por Teilhard de Chardin, o jesuíta francês que escreveu O Fenômeno Humano. Hannah Arendt também influenciou minha maneira de pensar, com A Condição Humana. Marco Aurélio idem. Dos mais modernos, há um jovem psicólogo chamado Jonathan Haidt.

Pergunta: O que há de interessante em Jonathan Haidt?

Resposta: A pesquisa de Haidt trata do que ele chama de "elevação", o oposto de depressão. Um sentimento como se o coração estivesse se expandindo, o que é uma metáfora para dizer que o coração está ficando "grande" E, ao que tudo indica, esse sentimento produz realmente um efeito fisiológico, o sistema circulatório funciona melhor. Normalmente, esse sentimento acontece quando se ajuda alguém, ou quando se faz algo que realmente dá certo no trabalho.

Um sentimento daqueles que nos permite dizer "uau!" e o peito se expande. O interessante é que esse estudo foca não apenas o estresse ou as experiências ruins, mas aquelas que são realmente positivas. Haidt é uma das pessoas que buscam ver como gerar esse tipo de experiência positiva nas pessoas. Meu trabalho também vai nessa linha.

7 Posturas para ser mais feliz

A psicóloga carioca Marilda Novaes Lipp, presidente da Associação Brasileira de Stress e diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, tem uma larga experiência no tratamento de executivos. Seus conselhos:

  1. Ginástica mental

Descubra o que é felicidade e para você. Para fazer isso, reflita sobre o que lhe traz paz interior. É brincar com o filho? Viajar? Pense nas situações em que se sente livre. Determine também o que gostaria que permanecesse na sua vida daqui a dez anos - ou seja,as coisas que são essenciais para você.

  1. Avaliação

Veja o que, em seu estilo de vida, o aproxima ou o afasta da felicidade. Se é mais feliz quando está em casa com a família, mas, ao mesmo tempo, não pára de viajar, você está se afastando.

  1. Ação

Refletir é essencial, mas é preciso pôr em prática. De posse das respostas dos itens anteriores, faça um programa mental para cumprir essas metas. Quem descobre o que precisa fazer para ser feliz e não faz nada torna-se mais infeliz ainda.

  1. Ócio

Aprenda, algumas vezes, a não fazer nada. Não é preciso completar a agenda. Como no xadrez, são necessários espaços vazios para poder se movimentar.

  1. Otimismo

Ser otimista é melhor que ser pessimista (e isso é algo sobre o que você pode decidir). As pessoas que esperam pelo pior tendem a ser mais estressadas. Se tem de conduzir um projeto difícil, procure encará-lo como um desafio, e não como um fardo.

  1. Relativismo

Quando tudo estiver difícil, lembre-se que essa situação não vai permanecer assim eternamente. As crises são como um túnel. Você não vai ficar para sempre dentro dele.

  1. Respiração

Seu bem-estar pode melhorar se você conseguir respirar mais profundamente, de maneira controlada. lnspire mais com a barriga do que com o peito. Isso auxilia a eliminar o excesso de adrenalina eleva a um relaxamento físico e mental - o que ajuda a diminuir a ansiedade e propicia boas idéias.


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